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Catando prosa e poesia


XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano - 5 de dezembro de 2018 - 0 comments

A clínica com crianças violentas foi o tema de investigação do 6º encontro dos Núcleos da Nova Rede CEREDA Brasil.

Trata-se de um aggiornamento dessa questão, que assola nosso tempo e que nos coloca a trabalho a respeito das consequências subjetivas para as crianças das novas configurações e dos funcionamentos de suas famílias.

Cristina Vidigal, em sua coordenação, nos assegurou a orientação lacaniana do Campo freudiano, que baliza nosso percurso. Caminho marcado pelo desejo decidido de Judith Miller, que, nas palavras de Maria do Rosário Collier do Rego Barros, enlaçou NRCEREDA e CIEN.

A conferência feita por Jésus Santiago nos trouxe a importância da “moterialité” do significante violência, em que a materialidade da pulsão impacta o corpo e acomete o laço social.

Os trabalhos clínicos nos mostraram a importância do diagnóstico estrutural ao fazer a diferença entre a violência como pura expressão da pulsão de morte e como signo substituto da satisfação que não adveio. Os trabalhos desvelaram como a hipermodernidade incentiva sujeitos afeitos à pulsão, o que coloca em risco a alteridade e promove o empuxo à segregação que se instala no laço social. Cristina Vidigal ainda nos advertiu que um analista precisa acolher o sujeito e colocá-lo diante da possibilidade do significante e do sentido, restituindo sua verdade orientada pelo real.

Ram Mandil, coordenador da equipe de transição da NRCEREDA – constituída por Cristina Drummond, Heloisa Telles e Maria Inês Lamy – fez o encerramento das atividades com a disciplina do comentário do prefácio  escrito por Jacques-Allain Miller ao livro de Hélène Bounnaud, “O Inconsciente da criança”, com as preciosas contribuições e textos das colegas Cristina Drummond, Cristina Vidigal, Heloisa Telles e Maria Inês Lamy.