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Catando prosa e poesia


XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano - 5 de dezembro de 2018 - 0 comments

Paola Salinas, na plenária Poderes na vida e na polis, propôs  a distinção entre virilidade como discurso e feminilidade como sintoma. Referiu-se à “sororidade”, grupos de mulheres, cujas  falas  circulam, sobretudo, nas redes sociais e que se posicionam em relação a uma causa na polis. Ao escutá-la, relacionei os movimentos MeeToo e Ele Não! como exemplos recentes de “sororidade”.

Paola nos lembrou que o discurso feminista não diz da feminilidade. No entanto, nem por isso se pode desconhecer as novas modalidades de laço social  que esse discurso pode engendrar, favorecendo com que invenções sintomáticas que situam o feminino possam aí  cavar um lugar e se enganchar. Mas só no singular de cada caso  se pode recolher o inédito do sinthoma, como letra, como nos ensinou o Caso S., do  testemunho de passe de Sandra Grostein, na mesa Ler o Sinthoma.

Com a questão: como considerar o feminino no discurso? Paola Salinas aponta para a saída da dualidade entre discurso e sintoma e nos convida ao trabalho.