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A TRANSFERÊNCIA NO CAMPO DA PSICOSE: UMA QUESTÃO


XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano - 12 de agosto de 2018 - 0 comments

Autora: Maria Silvia Garcia Fernandez Hanna

“A experiência de análise pode ser pensada como aquela em que o amor promove uma passagem dos uns-sozinhos, que se encontram em estado de dispersão, para uma ordenação, isto é, para uma relação simbólica. Nesse sentido, amo a quem lhe suponho um saber, mas esse amor é o que permite ter acesso ao inconsciente enquanto um novo saber.

Ao situar o amor como o pivô que abre para um novo caminho de articulação significante, estamos em condições de reafirmar que a transferência na psicose é um laço possível do sujeito com o analista, a partir do qual pode ser construído algo novo e necessário para habitar a estrutura da linguagem. De qualquer forma, devemos sempre considerar de que maneira emerge o amor no campo da psicose e, especialmente, em cada caso, para poder estabelecer a manobra que permita o trabalho de invenção necessário para cada sujeito em jogo”.

                   Maria Silvia García Fernández Hanna