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A ARTE DA ESCRITA CEGA – Jacques Lacan e a letra


XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano - 12 de agosto de 2018 - 0 comments

Orgs.: Marcus André Vieira e Thereza de Felice

“Partimos de uma analogia razoável, aparentemente, entre um tratamento analítico e uma leitura. Lemos, em análise, alguma coisa que estaria em nós e que poderia ser aproximada de uma escrita. Essa escrita, porém, pode ser lida ou tomada de várias maneiras, dependendo do modo como consideramos seu elemento de base, a letra. Uma delas é ler como quem lê um jornal e descobre coisas que aconteceram. Coisas foram feitas conosco e entendemos seu sentido ou buscamos esse sentido. Esse modo de leitura está no plano do significado. Podemos também tomar a leitura como compilação de marcas deixadas pelas experiências da vida. Estão registradas, mas não dizem nada em si. Apenas encadeadas entre elas e articuladas ao que possamos pensar e entender, refletir sobre essa montagem, ganham sentido. Neste plano de leitura, estamos referidos ao que Lacan chamou de significante. São como elementos de composição de uma cena. Ela tem sentido, eles, não”.

Marcus André Vieira